quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Caio F


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Minha paz...



...Fecha o portão e vem ouvir
A alegria entrar pela janela...


Aquela claridade lhe enchia a vida de tantos sentimentos até então desconhecidos.Não era o pôr-do-sol nos finais de tarde daquela estação, muito menos  a paixão sedenta desperta em outro alguém. Soube no instante em que se reconheceu pela primeira vez, valera a pena todas as lágrimas derramadas só para ver a alegria entrando mansinha por todos os poros. Aquilo que sempre procurou em outros portos, outros lábios, em tanto corpos...estava ali, dentro da sua caixa toráx esperando o momento certo para florecer. Tentou desconcertar, arrumou desculpas, escreveu cartas, imaginou frases...mas nada conseguia quebrar ou diminuir o ritmo daquela batida, a intensidade daquela luz que emergia da alma e se expandia pelo olhar. Encostou-se na parede interna mais alta. Justamente, a que dava  de frente para o abismo mais escuro. Olhou lá para baixo , sentiu seu coração disparar. Descalçou as sapatilhas sentindo  a terra ainda úmida de muitos temporais grudarem em seus pés. Suspirou  fundo enchendo o peito de ar. E saltouuuuuuuuuuu, com um sorriso enorme impresso no rosto. Já não sentia medo, já não sentia frio...só aquele imenso amor que lhe fazia planar entre as nuvens. Feito pipa colorida em céu azul. Foi assim, tomada por todas as cores e tons do amor que ela conseguiu vencer o medo de ser apenas mais uma a esperar  e foi desenhar suas manhãs do jeitinho que sempre sonhou...porque hoje para ela sua presença basta.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Do amor e outros desastres...

O amor é uma patologia psiquica incurável.Daquelas que turvam a visão e ressecam a alma. 


Nanda

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Meu anjo...







Gostaria de lhe dar um abraço gigante, daqueles grandões do tamanho do mundo. Porque nada na vida paga esse sorriso nos meus lábios, essa alegria tão fofinha e mansa. Quero agradecer-te por todas as coisas, sobretudo, por esse amor tão incondicional, tão natural. Ah, não chore.Tá, chore só um tiquinho.  esse choro fininho deve ser para limpar o peito de qualquer resquício de mágoa ou tristeza, entendo. Viu só, lá vem um sorriso como este meu. Tão lindo, te olhar e ver que minha felicidade  te comove, te incentiva a caminhar nesse mundo tão desigual dá uma força danada. Uma vontade enorme de enfrentar todos os gigantes, escalar todos os montes e finca minha bandeira. Cá entre nós, será que vc já pode confessar esse seu disfarce humano. Não digo para mais ninguém, eu juro. Vc é anjo?





terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ele se foi...




Sim....ele estava indo embora. Mesmo que não fosse por completo ou  por puro desejo punitivo. Arrumou as malas, deixou o troco sobre a cama e despediu-se como quem retorna ao anoitecer. Mas, ela sabia que seria a primeira e única vez que sentiria vindo daquele homem aquele gosto de adeus. Era agosto de um ano qualquer...sem grandes explicações ou justificativas que dessem conta daquele desparate ele se foi como as estações do ano, como o dia, como as horas, como aquele instante tão dolorido...
Como de práxi sentiu-se como um monte de merda espalhada pela sala. Comendo chocolate e enchendo a cara com o que sobrou do licor. Sempre fora pé no chão, ao contrário das meninas que sonhavam com cavalos, principes e final feliz...sabia desde sempre que aquelas ilusões não lhe cabiam. Então, não imaginará aquele amor. Era real!!! Não se lembrou do passado e de tantos outros que lhe passaram... prefiriu concentra-se, ali sentada ao chão, naquela negativa. Doia, doia tanto como arrancar um dente, muito mais que uma batida com o mindinho no pé da mesa. Por fim, a maior dor era a certeza de sobreviver a todo esse drama mexicano na manhã seguinte. Depois de muito chorar e feder como um leproso que vai apodrecendo em vida ainda teria forças para juntar todos os cacos, todas as suas dores e continuar...passando, deixando passar...porque tem "samba no meu quarto a noite inteira quando tu te vais".
E sussurou baixinho :  se tu queres ir, vá. Só não espere que meus olhos continuem a te acompanhar...



Nanda Acioly

sexta-feira, 18 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Repara




Gostaria que fosse diferente, diante dessa distância houvesse sempre um você em mim solúvel no abraço que mistura, afaga, completa.Só não pode ser assim. Não por mim, mas pelos teus medos e por essa mania tola de se esconder de quem se gosta. Algumas pessoas insistem em me desacreditar desse amor, dizem nçao tem jeito...tudo está desfeito e essa distância não é mera ilusão ela existe tão sólida como um rochedo, tão voraz quanto a fome dos meninos do futebol. Gosto tanto de ti, creio ser por isso essa minha insitencia desmedida, esse ato falho de atribuir sentido ao que só eu vejo nos teus olhos...só eu vejo, é o que ecoa por todo espaço que há entre o sim, o não e talvez das perguntas que não tenho coragem de lhe fazer.








segunda-feira, 30 de abril de 2012

Passagem

Eu não sou da sua rua,
eu não sou o seu vizinho,
eu moro muito longe, sozinho.

estou aqui de passagem.








Sei  nada é definitivo...nem a vida, nem a morte.  A vida é passagem. Miragem. Repleta de devaneios afetivos e projeções futurísticas.Ela sabia disso, sabia que  nada era certo e que todo amor nasce da guerra, da inquietude em ocupar o outro. Não tinha pressa em criar e desfazer laços, mas aprenderá a deixar-se ir sem amarras e prisões...havia aprendido sobre as voltas que a vida dá em torno de si...qualquer pesar era pesar. Olhou em direção a rua. Percebeu que em poucos dias seu coração em disparada voltaria a ocupa-la em busca do caos das palavras, da tomenta nas noites insones  e do constante  desespero em preencher seus vazios. Sentindo um gosto estranho na boca e uma pressão cada vez maior no estômago buscou no fundo do armário sua mochila...era assim,sentindo medo das incertezas do caminho que iniciava seu rito de passagem, sua  despedida sem porquê nem para quê.Afinal, aquela sem dúvida  alguma era a hora certa de ir.

domingo, 29 de abril de 2012

Possibilidades

Diga-me sem pestanejar
De quantos talvez tu és feito ao acordar?

domingo, 4 de março de 2012

Som na Sala apresenta Luiza Sales

Um post musical para distrair nesse domingão chuvoso e cheio de lembranças tão fofinhas daquilo que já não pode mais ser no plano físico, mas lá dentro ainda existe intensamente.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Até onde chegamos




Cansei de acreditar nessas pequenas misérias, meus cacos estão pelo chão. Os riscos são meus, sempre foram...é engraçado ver essa sua urgência em tentar explicar o inexplicável, de querer que tudo volte ao momento exato de origem. Meu caro, não carrego a máquina do tempo dentro do peito e um botãozinho ao lado escrito ejetar. Tudo que aconteceu fica aqui corroendo o tempo inteiro, feito cupim em madeira nova, baquete perfeito. Seria impossível esquecer qualquer parte desse nosso romance kamikaze, Desculpe-me , é pedir d+ ao meu coração agir com a naturalidade de um monge tibetano. Não tenho esse altruísmo sentimental e mesmo se tivesse, não estou disposta a recapitular essa história. Já deu.  É nessa parte da história de Sherek e fiona que nossas estradas se descruzam. Tenho certeza que será doloroso nos primeiros dias, nas primeiras semanas... porque as vezes o hábito do convívio deixa saudades isuportáveis e mecanismos da rotina aparentemente insolúveis...isso passa, aos poucos vamos perdendo a intimidade diária e isso ajuda muito a amenizar as lembranças ou a denomina-las de uma outra forma. O importante disso tudo é que vc fez e sempre fará parte da minha história,  só não pretendo continuar com esse desgaste emocional até não reconhecer mais  o porquê de termos nos envolvido. Quero manter seus defeitos sem sobrepujar tuas qualidades. Hoje  faço uma escolha, te digo basta e lhe ofereço a rendenção...vá , mas deixa em paz meu coração.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Aquela Felicidade Clandestina

" sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele." 
( Clarice Lispector)




Acordou se sentindo  feliz, não recordava o que tinha acontecido na noite passada que pudesse lhe proporcionar um acordar tão diferente e ilusório; Demorou alguns minutos até se certificar do que estava acontecendo. Sentiu seus lábios esticarem até o cantinho  e sem perceber já estava sorrindo. Não ganhara na loteria, não arrumara um novo namorado, não  conquistara um novo emprego e muito menos realizara algum sonho de infância... mas, de um modo genuíno sentia-se feliz como nunca antes houverá sentido. Pensou se aquilo era mesmo a realidade massante de cada dia e obteve resposta ao ligar a tv e perceber que tudo continuava como antes: miséria, pobreza,violência. Coçou a cabeça e por alguns segundos se sentiu culpada por não ser coletiva aquela sensação tão boa e voraz que aos pouco estava transformando tudo. Aquela felicidade clandestina lhe fez perceber... o que conta mesmo nessa vida, não são os seus desejos e aquilo que se conquista ou se pretende conquistar. Mas o modo como vc enxerga as oportunidades, as pessoas, os motivos, os enlaces...Naquele dia de estranha felicidade havia mais que nunca a possibilidade de ser quem se pretendia, sem amarras, sem prisões. Na boca um leve gosto de sorvete mentolado e o mundo inteiros aos seus pés.







quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Muitas pessoas quando a felicidade bate a sua porta estão no quintal procurando trevos de 4 folhas...


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

U2 - With Or Without You (Boyce Avenue feat. Kina Grannis acoustic cover...

"Sleight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait
And I wait without you"

Escuta...



Não entendo o motivo pelo qual vc se sente culpado por não ter acontecido nada do que foi planejado entre nós. Meu caro, há uma explicação lógica para isso...tudo que é construido  baseado em fatos inverídicos não dura muito tempo.  Usar a pretenciosa capa do super macho alfa bem intencionado e me dizer ao final dos 45min do segundo tempo que tudo  não passou de um medo besta de me magoar. Ah, vai se ferrar. Essa história é velha e só para constar a mágoa não vem do que poderia ter sido feito, mas da mentira que vc levou meses irrigando de um modo sórdido. Não queira insultar minha inteligência com essas frases feitas de aproximadamente um milhão aC, sou mais esperta que isso, antes de qualquer coisa mereço respeito. Caso não tenha entendido não estou desesperada a procura de algo que preencha os meus vazios. Porque isso não é amor, é tratamento anti-celulite. Te desejo sorte no teu caminhar, porque do jeitol que vais será preciso muita sorte para a vida não te devolver em notas miúdas o que andas fazendo indiscriminadamente pelo mundo a fora. Sorte, amor e muita criatividade para os seus próximos passos porque não há nada mais desprezível na vida que poder andar e ao invés disso viver prostrado ao chão. Veja só sua tosquidão: eu caminho, vc rasteja. A diferença focal entre nós é que segui a Filosofia do Raulzito...aprendi o segredo da vida vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar... E vc ainda insisti com esse papinho estranho de devoção e gratidão.  Mas, tudo bem um dia vai, outro vem. Saiba, apesar dos pesares ainda peço baixinho todos os dias por ti...







domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vai saber...

Quando eu lhe dizia:
“Eu me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada.”
Você sorriu e disse:
“Eu gosto de você também.
— Renato Russo

 Aquele cara sempre me despertou uma sensação estranha, juro, me sentia um pacote de biscoito sendo revirado com as pontas dos dedos em busca de alguma migalha  escondida nos cantinhos todas as vezes que seu olhar cruzava o meu. Das primeiras vezes, aquilo me assustou tanto, tanto que coloquei meus pés para trás, afinal, caso acontecesse alguma merda já estava posicionada  pronta para correr o mais  rápido possível. Leigo, engano crer que somos capazes de nos desvencilhar da construções dos afetos. Por mais  que tentemos nos debater  e acionar na mente o que se pode ou não sentir no fim é tudo em vão e ilusório, porque sentir é involuntário, mas o homem em sua eventual sapiciencia ainda crer ser possível controlar com socos e pontapéis ventriculares aquilo que nem aos olhos é perceptiível. Com o tempo querendo ou não tudo fica mais leves e nem será preciso dar um nome específico porque  o desenrolar é natural...me livrei do medo e da posição defensiva. Deixei que aquela aparente disritmia fosse dissolvida entre um  e outro segredo desvelado.  Nada d+ se enganar assim...há feridas que não nos deixam em paz de uma hora para outra  O grande barato é a abstração, é esquecer o auto-flagelo. Não precisa se jogar de parapente do alto de suas faculdades mentais. Pois, a liberdade que se pretende é outra...e foi justamente o que encontrei quando parei de olhar torto em sua direção achando que o que poderia acontecer ali seria uma mera repetição de todas as situações vividas. Tá, eu poderia ter algumas repetições sim, mas isso não me garantiria um meio ou um final igualmente catastrófico como tantos outros. E se fosse assim, e se fosse de outro jeito!?1 Não é especulando que vc saberá. Então, resolvi deixar rolar...desse jeito mansinho, feito caroço de feijão no algodão. As vezes , demora um tiquinho até o broto crescer, mas não é  que de uma forma ou de outra ele vinga, vai saber.




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

è





Naquela tarde de um ano qualquer a menina dos olhos castanhos, da pele escura e do sorriso mais lindo do mundo calçou seu tênis e saiu para rua. Pensou que andando sempre em frente conseguiria encontrar um rumo, uma porta entre aberta. Leigo engando. Quando se parte sem rumo há uma grande possibilidade de se andar em círculos e por hora passar sempre pelo mesmo lugar. Foi o que aconteceu. Quando percebeu estava novamente diante daquela porta tão conhecida, cerca de cheiros e gostos familiares. Sentou-se a porta tomando coragem para entrar, sabnia que lá dentro nada havia mudado. Olhando a sola de seu sapato se deu conta do  tempo que esteve ausente, alheia aos acontecimentos diários daquela família. Achou por alguns minutos que talvez não pertencesse mais aquele lugar. Retirou o tênis, as meias,,,e ao tocar o chão com os pés desnudos teve a certeza.como nunca tivera antes de que agoro, só agora havia encontrado o que tanto procurava pelo mundo...Agora estava ali diante daquilo que os olhos e o coração reconheciam desde sempre como casa.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Falando de amor e do que há



" Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir...
"




Sabe aquelas idealizações que fazemos quando temos ninguém? Não me venha dizer que nunca fez isso, pois , estará mentindo. Todo mundo faz, constrói uma imagem " perfeita" daquele que se prentende ter na vida. As minhas foram muito aquém de você, pequeno. Porque eu nunca esperei muita coisa dessa vida... faz tempo que estou por aqui, tempo suficente para saber que da vida nada se espera. Então, para descontruir mais uma teoria de berço me chega você com tantas inseguranças, tantos medos e segura minha mão bem forte. Pretendendo me dizer que  por mais absurdo e obscuro seja o caminho agora iremos juntos. E não é que tudo muda, até aquela cor cinzenta das tardes de inverno se esvai por completo.Queria te dizer que  a vida é tão mais bonita quando estás por aqui. Há quem diga que meu sorriso já não é o mesmo, agora dentro dele cabe o mundo inteiro e um pouco mais.  Devo essa revolução gloriosa a sua passagem  pela minha órbita.  Realmente, não tenho idéia  do tempo, mas sei a medida exata da profundidade de todos os seus passos em minha direção.  Fico sem jeito quando me olha como se estivesse tentando decifrar todos os meus segredos, consegues. Só não te conto para manter o mistério.  Quando te abraço ainda sinto medo, não estou acostumada a ter entre os braços o meu mundo inteiro. Ah, pequeno...se tu soubesses não duvidaria jamais do bem que tens me feito e me deixaria morar pra sempre em teu peito, mesmo que o "para sempre" seja sinônimo  do "enquanto durar".




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012


Term of Use

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Breves linhas

“Seja você quem for, agora, segurando a minha mão, sem uma coisa há de ser tudo inútil_ é um leal aviso que lhe dou, antes que continue a me tentar_ não sou aquele que você imagina, mas muito diferente. “ ---Walt Whitman----