quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Meu anjo...







Gostaria de lhe dar um abraço gigante, daqueles grandões do tamanho do mundo. Porque nada na vida paga esse sorriso nos meus lábios, essa alegria tão fofinha e mansa. Quero agradecer-te por todas as coisas, sobretudo, por esse amor tão incondicional, tão natural. Ah, não chore.Tá, chore só um tiquinho.  esse choro fininho deve ser para limpar o peito de qualquer resquício de mágoa ou tristeza, entendo. Viu só, lá vem um sorriso como este meu. Tão lindo, te olhar e ver que minha felicidade  te comove, te incentiva a caminhar nesse mundo tão desigual dá uma força danada. Uma vontade enorme de enfrentar todos os gigantes, escalar todos os montes e finca minha bandeira. Cá entre nós, será que vc já pode confessar esse seu disfarce humano. Não digo para mais ninguém, eu juro. Vc é anjo?





terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ele se foi...




Sim....ele estava indo embora. Mesmo que não fosse por completo ou  por puro desejo punitivo. Arrumou as malas, deixou o troco sobre a cama e despediu-se como quem retorna ao anoitecer. Mas, ela sabia que seria a primeira e única vez que sentiria vindo daquele homem aquele gosto de adeus. Era agosto de um ano qualquer...sem grandes explicações ou justificativas que dessem conta daquele desparate ele se foi como as estações do ano, como o dia, como as horas, como aquele instante tão dolorido...
Como de práxi sentiu-se como um monte de merda espalhada pela sala. Comendo chocolate e enchendo a cara com o que sobrou do licor. Sempre fora pé no chão, ao contrário das meninas que sonhavam com cavalos, principes e final feliz...sabia desde sempre que aquelas ilusões não lhe cabiam. Então, não imaginará aquele amor. Era real!!! Não se lembrou do passado e de tantos outros que lhe passaram... prefiriu concentra-se, ali sentada ao chão, naquela negativa. Doia, doia tanto como arrancar um dente, muito mais que uma batida com o mindinho no pé da mesa. Por fim, a maior dor era a certeza de sobreviver a todo esse drama mexicano na manhã seguinte. Depois de muito chorar e feder como um leproso que vai apodrecendo em vida ainda teria forças para juntar todos os cacos, todas as suas dores e continuar...passando, deixando passar...porque tem "samba no meu quarto a noite inteira quando tu te vais".
E sussurou baixinho :  se tu queres ir, vá. Só não espere que meus olhos continuem a te acompanhar...



Nanda Acioly

sexta-feira, 18 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Repara




Gostaria que fosse diferente, diante dessa distância houvesse sempre um você em mim solúvel no abraço que mistura, afaga, completa.Só não pode ser assim. Não por mim, mas pelos teus medos e por essa mania tola de se esconder de quem se gosta. Algumas pessoas insistem em me desacreditar desse amor, dizem nçao tem jeito...tudo está desfeito e essa distância não é mera ilusão ela existe tão sólida como um rochedo, tão voraz quanto a fome dos meninos do futebol. Gosto tanto de ti, creio ser por isso essa minha insitencia desmedida, esse ato falho de atribuir sentido ao que só eu vejo nos teus olhos...só eu vejo, é o que ecoa por todo espaço que há entre o sim, o não e talvez das perguntas que não tenho coragem de lhe fazer.








segunda-feira, 30 de abril de 2012

Passagem

Eu não sou da sua rua,
eu não sou o seu vizinho,
eu moro muito longe, sozinho.

estou aqui de passagem.








Sei  nada é definitivo...nem a vida, nem a morte.  A vida é passagem. Miragem. Repleta de devaneios afetivos e projeções futurísticas.Ela sabia disso, sabia que  nada era certo e que todo amor nasce da guerra, da inquietude em ocupar o outro. Não tinha pressa em criar e desfazer laços, mas aprenderá a deixar-se ir sem amarras e prisões...havia aprendido sobre as voltas que a vida dá em torno de si...qualquer pesar era pesar. Olhou em direção a rua. Percebeu que em poucos dias seu coração em disparada voltaria a ocupa-la em busca do caos das palavras, da tomenta nas noites insones  e do constante  desespero em preencher seus vazios. Sentindo um gosto estranho na boca e uma pressão cada vez maior no estômago buscou no fundo do armário sua mochila...era assim,sentindo medo das incertezas do caminho que iniciava seu rito de passagem, sua  despedida sem porquê nem para quê.Afinal, aquela sem dúvida  alguma era a hora certa de ir.

domingo, 29 de abril de 2012

Possibilidades

Diga-me sem pestanejar
De quantos talvez tu és feito ao acordar?

domingo, 4 de março de 2012

Som na Sala apresenta Luiza Sales

Um post musical para distrair nesse domingão chuvoso e cheio de lembranças tão fofinhas daquilo que já não pode mais ser no plano físico, mas lá dentro ainda existe intensamente.

Term of Use

Observar é interessante, comentar é obrigatório

Breves linhas

“Seja você quem for, agora, segurando a minha mão, sem uma coisa há de ser tudo inútil_ é um leal aviso que lhe dou, antes que continue a me tentar_ não sou aquele que você imagina, mas muito diferente. “ ---Walt Whitman----