Gostaria que fosse diferente, diante dessa distância houvesse sempre um você em mim solúvel no abraço que mistura, afaga, completa.Só não pode ser assim. Não por mim, mas pelos teus medos e por essa mania tola de se esconder de quem se gosta. Algumas pessoas insistem em me desacreditar desse amor, dizem nçao tem jeito...tudo está desfeito e essa distância não é mera ilusão ela existe tão sólida como um rochedo, tão voraz quanto a fome dos meninos do futebol. Gosto tanto de ti, creio ser por isso essa minha insitencia desmedida, esse ato falho de atribuir sentido ao que só eu vejo nos teus olhos...só eu vejo, é o que ecoa por todo espaço que há entre o sim, o não e talvez das perguntas que não tenho coragem de lhe fazer.
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão... Ser essência... muito mais... A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...
sexta-feira, 4 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Passagem
Eu não sou da sua rua,
eu não sou o seu vizinho,
eu moro muito longe, sozinho.
estou aqui de passagem.
eu não sou o seu vizinho,
eu moro muito longe, sozinho.
estou aqui de passagem.
Sei nada é definitivo...nem a vida, nem a morte. A vida é passagem. Miragem. Repleta de devaneios afetivos e projeções futurísticas.Ela sabia disso, sabia que nada era certo e que todo amor nasce da guerra, da inquietude em ocupar o outro. Não tinha pressa em criar e desfazer laços, mas aprenderá a deixar-se ir sem amarras e prisões...havia aprendido sobre as voltas que a vida dá em torno de si...qualquer pesar era pesar. Olhou em direção a rua. Percebeu que em poucos dias seu coração em disparada voltaria a ocupa-la em busca do caos das palavras, da tomenta nas noites insones e do constante desespero em preencher seus vazios. Sentindo um gosto estranho na boca e uma pressão cada vez maior no estômago buscou no fundo do armário sua mochila...era assim,sentindo medo das incertezas do caminho que iniciava seu rito de passagem, sua despedida sem porquê nem para quê.Afinal, aquela sem dúvida alguma era a hora certa de ir.
domingo, 29 de abril de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Som na Sala apresenta Luiza Sales
Um post musical para distrair nesse domingão chuvoso e cheio de lembranças tão fofinhas daquilo que já não pode mais ser no plano físico, mas lá dentro ainda existe intensamente.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Até onde chegamos
Cansei de acreditar nessas pequenas misérias, meus cacos estão pelo chão. Os riscos são meus, sempre foram...é engraçado ver essa sua urgência em tentar explicar o inexplicável, de querer que tudo volte ao momento exato de origem. Meu caro, não carrego a máquina do tempo dentro do peito e um botãozinho ao lado escrito ejetar. Tudo que aconteceu fica aqui corroendo o tempo inteiro, feito cupim em madeira nova, baquete perfeito. Seria impossível esquecer qualquer parte desse nosso romance kamikaze, Desculpe-me , é pedir d+ ao meu coração agir com a naturalidade de um monge tibetano. Não tenho esse altruísmo sentimental e mesmo se tivesse, não estou disposta a recapitular essa história. Já deu. É nessa parte da história de Sherek e fiona que nossas estradas se descruzam. Tenho certeza que será doloroso nos primeiros dias, nas primeiras semanas... porque as vezes o hábito do convívio deixa saudades isuportáveis e mecanismos da rotina aparentemente insolúveis...isso passa, aos poucos vamos perdendo a intimidade diária e isso ajuda muito a amenizar as lembranças ou a denomina-las de uma outra forma. O importante disso tudo é que vc fez e sempre fará parte da minha história, só não pretendo continuar com esse desgaste emocional até não reconhecer mais o porquê de termos nos envolvido. Quero manter seus defeitos sem sobrepujar tuas qualidades. Hoje faço uma escolha, te digo basta e lhe ofereço a rendenção...vá , mas deixa em paz meu coração.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Aquela Felicidade Clandestina
" sempre tento chegar pelo
meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o
que eu amaria e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o
castigo é amar um mundo que não é ele."
( Clarice Lispector)
Acordou se sentindo feliz, não recordava o que tinha acontecido na noite passada que pudesse lhe proporcionar um acordar tão diferente e ilusório; Demorou alguns minutos até se certificar do que estava acontecendo. Sentiu seus lábios esticarem até o cantinho e sem perceber já estava sorrindo. Não ganhara na loteria, não arrumara um novo namorado, não conquistara um novo emprego e muito menos realizara algum sonho de infância... mas, de um modo genuíno sentia-se feliz como nunca antes houverá sentido. Pensou se aquilo era mesmo a realidade massante de cada dia e obteve resposta ao ligar a tv e perceber que tudo continuava como antes: miséria, pobreza,violência. Coçou a cabeça e por alguns segundos se sentiu culpada por não ser coletiva aquela sensação tão boa e voraz que aos pouco estava transformando tudo. Aquela felicidade clandestina lhe fez perceber... o que conta mesmo nessa vida, não são os seus desejos e aquilo que se conquista ou se pretende conquistar. Mas o modo como vc enxerga as oportunidades, as pessoas, os motivos, os enlaces...Naquele dia de estranha felicidade havia mais que nunca a possibilidade de ser quem se pretendia, sem amarras, sem prisões. Na boca um leve gosto de sorvete mentolado e o mundo inteiros aos seus pés.
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“Seja você quem for, agora, segurando a minha mão, sem uma coisa há de ser tudo inútil_ é um leal aviso que lhe dou, antes que continue a me tentar_ não sou aquele que você imagina, mas muito diferente. “
---Walt Whitman----




