O que te prende ao chão...
Seus medos ou suas ilusões?
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão... Ser essência... muito mais... A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...
sexta-feira, 13 de maio de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
Saudade de domingo
Nunca pensei que sentiria saudades...do tamanho que tenho sentido. Sempre achei que me recordaria de ti sem lágrimas nos olhos. Porque de tudo que ficou a saudade sempre foi boa. Nenhum pesar, nenhuma mágoa...nada. Apenas esse sentir que as vezes se torna presente. Ela disse que não seria como você. Mas ela é. Tão tão parecida que as vezes te vejo nela. Aquele seu jeito de sempre saber do futuro como a certeza dos sonhos premonitórios também continuam por aqui. Mesmo que não tenhamos mais o seu cheiro, o seu ouvido tão reconfortante. A gente tem se virado, tem sobrevivido a essa falta. Que na verdade, nem é tão falta assim. Sempre soubemos que um dia tu irias embora e nos deixaria sem nenhum pesar.Nas noites mais tensas sempre lembro das dores, dos medos e do jeito como sem nos tocar eramos acalmados. Mesmo sendo antes a fala uma metralhadora de verdades absurdas e reais. Quer saber, a casa mudou. Mas as pessoas ainda vem até aqui atrás de conforto, de amor. Encontram na gente que somos a sua cara e coragem, como aquela que teve enquanto estava aqui. Coragem de enfrentar o mundo, se arranhar e ainda assim ser tão especial para todos nós. Saudade, saudades...suportada, lembrada e reconhecida em cada passo, cada escolha, em cada vez que olho no espelho e te vejo ali no fundo dos meus olhos ou pendurada em um sorriso.
domingo, 24 de abril de 2016
Terreno Baldio
Pensar além...
Naquele dia sobre o chão de terra caia uma chuva fina, que deveria ser suficiente para lavar a alma. Entretanto não era. Fazia tempo que aquele terreno seco precisava ser regado, precisava ver algo brotar. Algo que lhe desse sustância abalasse as estruturas fazendo daquele solo infértil casa de beija-flor.O mundo sempre a rodar...e aquele ponto seco onde não nascia, nem crescia apenas doia...doia. Pensei em não pensar, em remover, em garimpar, adubar,alto-suster...Nada acontecia naquele espaço vazio.Talvez se cavucarmos um pouco possamos encontrar água. Nada. Nem água, nem broto. Dizem que o nada é um outro nome para a espera. Só me pergunto que espera seria...um amor, pela vida, por justiça,por você... Nâo há espera, não há nada só um terreno baldio, onde os vadios depositam suas guimbas, seus cascos, seu lixo.Contente-se é o que temos por hora. Pelo amor... não há o que haver. Nem flores, nem passáros, nem sol...só essa chuva fina, que não serve para porra nenhuma a não ser me fazer esperar. Já não me arrisco, resisto. Não, nem consigo chorar.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Quem ficará...

O Teu descaso me deixou tão só diante de tantas outras ausências.Tentei erguer os olhos e ver o quanto do céu ainda me resta. Confesso, não me animei apenas pensei em tudo que nós resta.
Era o vazio me pregando peça. Eu sei, é que as vezes eu só queria que alguém dissesse: Chega! Não precisa mais seguir sozinha. Mas kd você pra me dizer q tudo isso vai passar!!!
Não dói porque você vai. Dói porque mais uma vez eu fico desamparada no meio do caminho quase acreditando que ser tia é uma missão divina. Não falo aqui de apelos sociais, de papéis a assumir. Que se foda tudo isso! Porque no fim a única pergunta sem resposta é onde está aquele que finalmente ficará.
Nanda Acioly
sábado, 9 de abril de 2016
Apanhador Só - Cartão Postal
"Comprei uma asa delta pra tentar um voo
Tentei, não consegui, mas vou tentar de novo
O problema é que não sei como subir no morro
E é preciso tá no alto pra se atirar
Não achei nenhum caminho, mas tá escrito
Vou tentar de novo..."
sexta-feira, 8 de abril de 2016
É preciso...

Atravessei a ponte que nos separa. No ínicio acreditei que talvez indo embora virias para me impedir. Agora que estou aqui seguindo passo ante passo vejo que ainda carrego comigo essa esperança cega. Sinto-me agustiar, o que me faz imediatamente ratear pensando se aquilo seria mesmo necessário. É tão confortável me manter sentada a sua frente. Falo dos meus casos, problemas, questões, filosofo enquanto você ri. A reciprocidade desse movimento é tão verdadeiro quanto as notas de Real.
Penso se quero apenas isso. Uma troca justa em busca de ajustes sociais. Estou indo agora para não ver uma outra chegar ocupando teus dias e noites. Não suportaria te ver fazendo promessas.Logo essas, que por tantos dias esperei escutar. Preciso mesmo ir...seguir. Redefinir!
Já estive aqui...em outro tempo com um outro tão parecido, mas tão diferente. E sabe foi tão bom quanto agora, só não bastava. Sempre prezei por liberdade. Porque no fundo sei o quanto ser livre define o meu devir. Então, chegar até aqui e sentir que é preciso ir não seria drama. È uma necessidade tamanha de não me acostumar com esse tiquinho que podes me dar. Levo comigo o beijo partido, onde só os meus lábios tocaram tua carne... sentindo.Não dá para ser só um quando tudo que queremos é sermos dois. È sermos mais...
As vezes é assim...Preciso ir.
"Minha boca encosta
Em tua boca que treme
Meus olhos eu fecho
Mas os teus estão abertos..."
(Nenhum de nós)
Nanda Acioly
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“Seja você quem for, agora, segurando a minha mão, sem uma coisa há de ser tudo inútil_ é um leal aviso que lhe dou, antes que continue a me tentar_ não sou aquele que você imagina, mas muito diferente. “
---Walt Whitman----